The Logical Song – Supertramp

Esta é a música que marca meus 32 anos.

Eu lembro de conhecê-la quando ainda era um jovenzinho. Me lembro de entendê-la, mas não de senti-la. Ontem, num momento de reflexão, ela simplesmente brotou e expressou o meu sentimento.

Diz tudo sobre mim hoje… meu cinismo, minhas desistências e confusões.

Não tão mal assim, mas, acho que agora sou adulto mesmo. Sem volta.

Por que será que isso me incomoda tanto?

Whatever…

Letra original aqui e a tradução embaixo, para ajudar.

A Canção da Lógica

Quando eu era jovem
Parecia que a vida era tão maravilhosa
Um milagre, oh ela era tão bonita, mágica
E todos os pássaros nas árvores
Estavam cantando tão felizes
Oh alegres, brincalhões, me observando
Mas aí eles me mandaram embora
Para me ensinar a ser sensato
Lógico, oh responsável, prático
E me mostraram um mundo
Onde eu poderia ser muito dependente
Doentio, intelectual, cínico

Tem vezes, quando todo o mundo dorme
Que as questões seguem profundas demais
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou

Agora cuidado com o que você diz
Ou eles vão te chamar de radical
Um liberal, oh fanático, criminoso
Você não vai assinar seu nome?
Gostaríamos de sentir que você é
Aceitável, respeitável, apresentável, um vegetal!

A noite, quando todo o mundo dorme,
Que as questões seguem tão profundas
Para um homem tão simples
Por favor, me diga o que aprendemos
Eu sei que soa absurdo
Mas por favor me diga quem eu sou

A Avuação

Este post é sobre “O Voo” (Flight, 2012). Contém spoilers leves.

Pôster de "O Voo"Pra mim foi estilo Lulu Santos: “Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim”. Por quê? Vou tentar ver se descubro…

Na verdade o filme é sobre vício… mais especificamente o alcoolismo. Não me lembro de um filme que abordasse este tema desta forma, então temos um ponto positivo aí. É algo importante para se refletir. Mas aí, acho que aconteceu algo: o filme se assemelhou muito a estes últimos (bons) filmes cristãos: Desafiando Gigantes, ou Prova de Fogo, por exemplo. Pois é uma história sobre alguém num longo caminho para superar limites e vencê-los – ou não – no final.

Reafirmo: acho estes filmes bons, sim. Mas eles tem uma limitação: Não podem ser tão realistas. Por exemplo, no filme “Prova de Fogo”, a mulher começa a se encantar com um cara do trabalho, num momento em que está distanciada do seu marido, ela no máximo vai “tomar um café” com o sujeito. Foi leve, mas é uma coisa que Hollywood não perdoaria. Estes filmes tem que ser 100% família, poder “passar na igreja”, portanto não podem ser tão crus e realistas.

Então, imagino, o Robert Zemeckis, diretor do clássico máximo super mega boga de todos os tempos “De Volta Para o Futuro”, deve ter tido que tomar uma decisão, e eu creio, aí ele errou a mão.

Para compensar, na balança, o tom moralista e quase religioso, ele combinou a isto cenas altamente explícitas: nudez, sexo, pornografia e consumo de drogas e de álcool desenfreado. As primeiras cenas são eletrizantes, dão um tom de um filme totalmente “podrão” e, logo depois, vem as cenas de ação de tirar o fôlego… mas aí, acaba o clímax e – TOMA! – estamos num filme de tribunal, até o fim. PUTZ!

A cena de ação inicial é realmente excelente, de execução competentíssima e muito criativa. Realmente surpreendente. Mais um ponto positivo, aqui, mas tudo isso acaba e não volta mais…

Barney Gumble

Sério... eu via este cara na tela do cinema.

Dentro desta colcha de retalhos temos o ator principal, a grande estrela do filme, oscarizado e também indicado ao Oscar por este voo, senhor Denzel Washington. Muito bom ator, até competente neste filme, mas que não surpreende. Só faz assumir uma cara blasé, eventualmente imitar o Barney Gumble, dos Simpsons, e fixar uma boquinha torta (esta do cartaz aí em cima). Não… não merece ganhar prêmio. O salário já está bem pago, e a indicação foi um mega bônus.

Enfim, o filme tenta ser muito realista, explícito, enquanto mantém o tom moralista. Coisas que raramente estão juntas, pois simplesmente não combinam.

Acho que sei qual foi o quesito onde minha nota vai ser baixa: Harmonia, nota 5. (Olha o espírito carnavalesco baixando por aqui). A harmonia faz falta, e conseguiu me deixar sem saber se gostei ou não deste filme agridoce.

Robert Zemeckis, continuo seu fã e fã dos seus fã, mas na próxima seja melhor. Tô na torcida.

Por que escrevi sobre este filme, em ver de Argo, Os Miseráveis, O Lado Bom da Vida ou Aventuras de Pi, todos filmes que eu gostei mais? Sei lá… acho que nenhum deles me incomodou tanto.

Domingo tem Oscar, vamu vê!

O que eu quero é sossego?

Num dos momentos filosóficos do Pânico da rádio – é… eu ainda ovo – o Emílio Surita, quem eu considero um cara muito sábio, apesar de todo o cinismo, sarcasmo e zueiras, começou a discorrer sobre a reeleição do Obama, especificamente em como é bom que as coisas fiquem como estão… e que nós não gostamos muito de mudança. Aí, genialmente, citou seu suposto “velho avô”, que dizia:

“Prefiro o sossego à felicidade.”

Gato mais preguiçoso do mundo.

Muito bom! Identifiquei muito este sentimento com a minha persona preguiçosa… como eu gosto de sossego! Como eu gosto de ficar quieto (com as coisas que eu gosto e que sei que são efêmeras) e como me irrita quando surge algo inesperado que demanda minha ação, atenção e minha preocupação justamente nestes momentos de “paz” e “descanso”.

Interessante foi constatar que você realmente pode ter sossego mesmo sendo infeliz. Estar numa situação de merda mas numa zona de relativo conforto, sem lutar, e sem estresse além do “normal”. Mesmo que este nível de estresse aumente, desde que seja gradual, não tem problema… não é louco pensar que o cerumano seja assim? Mas é…

A felicidade, por sua vez, não é barata. Ela depende da atenção, do trabalho e do esforço. Ela é construida. Semeada.

Isso me motiva a me engajar. Além de trabalhar para melhorar a minha vida (“minha” felicidade), também trabalhar para melhorar alguma outra coisa. Outras vidas, a sociedade, e um pouco do mundo. Piegas? Mas é sincero… é pra isso que eu estou aqui.

Claro, como sempre defendo, em tudo há de se achar um equilíbrio saudável. Há tempo para tudo né? Trabalho e sossego. Acho que a felicidade – mesmo – está no bom equilíbro dessas coisas. Nem a paranóia e a corrida desenfreada, nem o vício no ócio, a apatia e o marasmo.

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor.”

Margaret Mead

Pérolas para você

porquinhas felizes

Essa é para você, protagonista do mundo.

Glamorous LipsVocê é o retrato dessa época,
Desses dias onde o que se mostra é o que se é.
De você todos querem falar.
Você faz vender revistas e faz delas sua linha do tempo.

Meus parabéns! Você chegou lá. Tem tudo que pode sonhar.
Sempre bela e impressionante, rainha-mãe das piriguetes.
Sente o perfume da inveja alheia, de quase todas
Que lhe admiram tanto, enquanto te odeiam.

Os outros você só vê quando deitados aos seus pés.
Aceita deles a bajulação enquanto mamam em tuas tetas.
Você os sustenta enquanto te entretém.

E você se alimentou das suas próprias crias, tirou-lhes o leite e a inocência.
Fez seus acordos lascivos, seus negócios fraudulentos.
Banhou-se nas mais abundantes cachoeiras de podridão e poder.
Sujou o corpo e a alma, mas sabe maquiá-las bem, não é?
Pensa ofuscar com seu ouro, as trevas das suas entranhas.

Só você não sabe, mas está nua
Seu novo vestido de desespero te denunciou.

Atrás da rala cortina de felicidade, quem poderia imaginar?
Lá dentro, no escuro, você pensou que era a única a ver o quanto já perdeu
Só você sabia sentir-se tão só.

Mas eles fingem não saber, então está tudo bem.
Sorria para mais uma foto.
Faça história.
Cause.
Finja.
Que ótima impressão!

O que quero para 2013

Sou meio avesso a acompanhar algumas “ondas”… o espírito natalino há muito não me pega, por exemplo. Desde quando eu ainda ganhava playmobil no natal. Não é que, aos 46 do segundo tempo de 2012 eu senti uma estranha motivação? No ano novo a única coisa que muda é o calendário, mas psicologicamente, não deixa de ser uma nova etapa.

Deixe-me afetar pelas mudanças, e agora eu quero um 2013 melhor. 2012 foi bacana, até, apesar de o mundo não ter acabado (ô piada batida). Mas senti que tem muitas coisas que tem que melhorar na minha vida, na minha caminhada. E lá vou eu… nos primeiros minutos do ano rabisquei uma pequena lista do que eu quero para 2013:

  • Ler a Bíblia. Eu tenho sentido uma necessidade enorme de ler a Bíblia. Muitas dúvidas estão nascendo, e eu cada vez tenho menos certezas. Estou seguindo um conselhor Ed René: leia sua bíblia novamente. E lá vou eu, novamente me propondo a ler a Bíblia em um ano. E dessa vez vai! (posso ouvir um amém?) O aplicativo Bíblia da www.youversion.com está me ajudando a fazer isto de forma muito prática.
  • Perder 10kg. Cliché. Na verdade se não engordar já tá bom. Na verdade, isto está bem legal já… só quero perder as gordurinhas obtidas nas comilanças de fim-de-ano e não engordar. Já fico feliz.
  • Correr! Me empenhar novamente na corrida. Manter este hábito que coloquei na minha vida e foi um grande presente. Já basta completar as 4 corridas do Circuito das Estações, mas se conseguir ir finalmente na São Silvestre – que não rolou em 2012 – aí fecharei 2013 com chave de ouro.
  • Largar a terapia: tem sido muito bom, me ajudou muito, mas está na hora de eu finalmente me resolver e andar solo. Percebi que a terapeuta concorda, antes de eu mesmo falar. Sem mais.
  • Me envolver / me engajar : Está na hora de começar a dividir o pouco que tenho. Eu quero me envolver em alguma coisa. Inicialmente, vou me tornar membro da IBAB (já frequento há mais de 4 anos!) e me envolver em algum projeto / ONG / o que for. Vou me preparar para isso.
  • Ler mais, aprender mais : quero saber mais sobre teologia, tecnologia, missão integral etc. Então preciso ler! Não exatamente “ler mais”. Continuar como estava lendo já ajuda.

Poderia ter algumas coisas mais “importantes” : ser promovido, ganhar mais dinheiro, finalmente fazer uma pós, mas eu não estou priorizando isso, apesar de estar aberto à possibilidade… se fizer metade do que escrevi acima já ajuda.

Ah! Postar mais no blog poderia ser uma boa também. Vai que rola? :D

Bom 2013!!!

Karma Police bancário

Tenho uma teoria um tanto agressiva: filas de banco são o castigo do universo para quem fez por merecer. Temos internet banking, e toda a facilidade da vida moderna para, num click, ou várias dedadas numa telinha, realizar qualquer pagamento. Caixa do banco é coisa do passado. A moda agora…

O problema é quando a conta atrasa. Com todo respeito a quem PRECISOU atrasar a conta, tô ligado, já que nóis também é correria, mano. Mas geralmente atrasa-se por manezice mesmo. Desleixo, esquecimento e afins. Para casos assim, lá vou eu pagar meu suplício. Não estou nem falando das multas e moras: trata-se da ida ao banco mesmo.

Sexta-feira. Conta vencida há três dias. Lembrei-me do atraso e levei a bibliazinha que chamamos popularmente de carnê para o trabalho. No horário de almoço, fui procurar uma agencia para efetuar o pagamento. Fila muito cheia, maior que o esperado.

Quando vagou um caixa, esperei a atendente me chamar. Notei uma certa displicência da mesma. Toda a postura dela comunicava uma expressão de “estou de muito saco cheio hoje e te odeio por me fazer trabalhar”. Sem problemas, geralmente as pessoas com empregos de merda estão assim mesmo. Após mexer em um monte de coisas e me chamar, passei-lhe o talão, esperei o cálculo dos juros, resmungadamente narrado por ela, e entreguei o dinheiro.

Não me basta pagar um carro financiado em muitas vezes (sendo esta uma escolha consciente, apesar de saber quanto dinheiro eu perderia por desvalorização, juros absurdos etc), esquecer o pagamento, estar numa sexta-feira andando na rua sob um sol escaldante e ainda enfrentar uma baita fila. Tive que ser zuado, e ainda ouvir a distinta funcionária comentar, ao me devolver o talão:

“Caramba, hein… você vai demorar para pagar isso aqui, meu filho.”

Como se eu não soubesse…

Pois é.  Esqueceu de pagar uma conta? Toma! É… isso vai me ajudar a pensar melhor na próxima vez.

Fila

Eu caminhava…

Homer corredor2011 foi realmente um ano muito bom! Decidi cuidar da minha saúde: fiz tratamento para emagrecer, tirei os dentes do ciso, encarei as lentes rígidas e até fiz terapia, olha só…

Depois de emagrecer 18 kg em 3 meses, iniciei uma atividade física (antes do medida certa do Fantástico! Hehehe).

Havia tido várias experiências frustradas e frustrantes com academia no passado. Sempre foi só fogo de palha. Já paguei meses sem utilizar… esse clichê clássico. Por isso tentei algo diferente e, mais importante: GRÁTIS!

Comecei a caminhar. Semanas depois comecei a ensaiar umas corridinhas. Que dificuldade! Tentava dar uns piques de 200 metros e quase morria de cansaço. Mas encarei: um dia corria até determinado ponto (uma árvore, uma quadra, coisas assim), aí no dia seguinte tentava ir um pouco mais além. Semanas depois, meio parque já era percorrido. Lembro que pensei: “o dia que eu der uma volta inteira no CERET vou dar uma festa!”.

Aos poucos, com paciência e persistência, fui evoluindo: 1, 2, 3… e, agora, um ano depois: 7 KM!

Estou tentando manter quase-diariamente os 7 km e muito empolgado com isso. Este primeiro semestre eu vou participar de pelo menos 2 provas de 10km e vou encarar a São Silvestre! Este é meu alvo… quase um sonho.

Às vezes nem acredito que não sou mais sedentário. Talvez seja ainda hipocrisia dizer “não vivo sem a corrida”. Ainda não estou assim, eu acho, mas já me faz muita falta se passar mais de um dia sem me exercitar. Já descobri que a corrida, o fato de praticar uma atividade física, está me trazendo outros benefícios além do controle do peso. É quase um remédio.

Uma grande conquista, sem dúvida. Sou muito grato a Deus por isto tudo. Pela saúde que me permite praticar, andar e correr… é um verdadeiro presente.

Só quero é mais força e disposição para aproveitá-lo e fazer jus a ele.

Recomendo a todos!

Trilha sonora para o post:

Onde está meu coração?

Entregando o coraçãoUltimamente estou pensando em como nossa relação com qualquer coisa na vida pode ser ou ficar doentia. Mesmo que esta coisa seja até boa, ou inofensiva.

Uma das frases que está mais me motivando ultimamente na minha luta para tornar saudável minha relação com as guloseimas é “Não é possível matar a fome da alma alimentando o corpo” (Ed René Kivitz, na série 7 pecados capitais). Isso se aplica a outras coisas além de comida. Todas as coisas boas da vida trazem prazer, satisfação. E me parece que a maioria delas tem o potencial de se tornar vício, obsessão e até – na última e pior fase – uma escravidão.

Para entender isto é mais fácil quando você olha para os outros. Você não consegue identificar? “Fulano joga muito videogame”, “Zezinho vive em função do Corinthians”, “Mariazinha só pensa em igreja”, “Aquele ali não passa um final de semana sem encher a cara”… Quem possui quem?

Claro, tudo isto fica ainda mais sinistro quando a brincadeira é com coisas mais perigosas: álcool, drogas, cigarros… quando estava vindo para casa pensando nisso vi um rapaz da minha idade jogado no canteiro com uma garrafinha cheio de cola. “Li” na hora o acordo entre as partes: “Você me dá alívio, alegria, e eu te dou a minha alma”. Sorria e cheirava, compulsivamente.

Acho que o ponto que marca o divisor entre o saudável e o perigoso é quando o sujeito entrega seu coração àquela coisa. Você faz uma troca: entrega cada vez um pouco mais do seu coração por um pouco mais de prazer.

“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.”
Mateus 6:21

Nunca me esqueço da história do pássaro que ouviu um vendedor dizer: “2 minhocas por uma pena!”. Um prazer fácil em troca de algo que ele tinha em tanta abundância. Foi trocando, sempre que tinha vontade, e cada vez mais. Um dia, percebeu que não conseguia mais voar.

Estou testemunhando alguém perto de mim, que já vendeu todas as suas penas e que hoje não pode mais voar. Perdeu a liberdade em troca do prazer, que logo se tornou a sua escravidão. Fico triste, sofro junto, e ao mesmo tempo isto toca todos os sinos de alarme para mim: cuidado onde você coloca o seu coração!

O mais importante é que eu sei onde devo colocar o meu coração. Sei quem vai recebê-lo com alegria e em troca me dar satisfação e mais alegria. Só tem uma pessoa que pode fazer isto. Eu quero, de verdade, dar meu coração só para ele. Quero que ele guarde meu coração, para eu não colocá-lo em outros lugares. Ele me prometeu uma fonte de água viva, em vez dos inúteis poços vazios, que não retém água.

“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”
Jesus Cristo (João 7:37-38)

Amém.

Meus seis mandamentos

Cão ObedienteUma coisa preciosa que aprendi na minha caminhada é que  Deus não faz imposição de regras. Relacionar-se com ele não depende de seguir uma cartilha, cumprir ordens e mandamentos.

Outra coisa que aprendi, também, é que as regras não são feitas por causa de Deus – para ele nos amar mais, ou nos aprovar. Elas são feitas por causa de nós. Servem para nos auxiliar. A lei de Moisés era assim: Serviu como apoio, como muleta, até que a graça foi revelada em Jesus, completamente.

Para enfrentar minha luta diária, decidi listar estes pequenos mandamentos.

São meus, para mim, servirá apenas a mim. Não estou nem imaginando que alguém um dia as siga. São minhas – apenas minhas – muletas.

Estou colocando aqui para que o compromisso “público” me ajude a valorizá-los mais.

Se eu conseguir cumprir isto nos próximos três meses, eu ganho um prêmio – a combinar. :P

1 – Desperte e saia da cama, no máximo, às 7:00 da manhã

2 – Não coma doce algum em dias de semana. Não repita refeições. Não coma nada além do necessário.

3 – Se tiver condições de se exercitar – tempo e saúde – exercite-se!

4 – Leia ao menos um capítulo da Bíblia por dia.

5 – Todos os dias ajoelhe-se em oração antes de dormir, nem que seja apenas para dizer boa noite.

6 – “Acima de tudo, guarde o seu coração pois dele depende toda a sua vida”

Bônus Track: Caso descumpra algum dos mandamentos, desencane e continue cumprindo os outros como se isso não houvesse acontecido. Leveza, acima de tudo.

Estou fazendo este tratado comigo mesmo baseado numa frase que relembrei e está me assombrando ultimamente, do João Doria Jr:

“Mente manda, corpo tem de obedecer, para o resultado aparecer!”

Ele disse que sempre repete isto a si mesmo para manter o hábito que cultivou de dormir apenas 3 ou 4 horas por dia, e acordar 100% recuperado.

Então tá.

Guster

Guster

Vou começar uma série que durará provavelmente uns 30 anos: bandas do meu top 10.

O Guster é uma de minhas paixões. É uma banda indie com pouca expressão no Brasil. Para se ter uma idéia, EU sou o dono da comunidade do Orkut. WHAT!? Tem tão pouca gente (100 e poucos) que um dia entrei na comunidade e o moribundo (Orkut) perguntou se eu queria ser o dono da comunidade. Por que não né?

Conheci com a trilha sonora do filme Life as a House (que eu nunca vi, ainda), recomendada por uma ex-colega de trabalho. Comecei a procurar as outras músicas e me apaixonei.

A banda começou com três judeus de Boston, em 1991. Tinha um diferencial que eu achei muito interessante, de não ter bateria convencional, mas sim “apenas” um super percussionista (apelidado de “Thunder God” pelos fãs). Os demais tocavam violão. E ficava muito bom. Desde o álbum Keep It Together (2003) eles se renderam às baquetas, mas continuou muito bom, rico e original. As guitarras já haviam chegado bem antes, junto com os pianos, banjos, o baixo e todo o resto. Desde 2003 eles também começaram a contar com um outro membro multi-instrumentista “faz tudo”, indispensável para transmitir toda a riqueza das canções ao vivo.

O que eu mais gosto? O mais forte da banda é a perfeita harmonia nas suas músicas. Dá aquela impressão de que as músicas já existiam no Universo e os caras só as captaram, tamanha a perfeição das canções. Barulhinhos que aparecem na hora certa, arranjos que trazem uma beleza que empolga. Melodias que você leva pra sempre. Já cheguei a descrever assim: é tipo Los Hermanos, mas um pouco mais feliz.

Por isso tudo eu acho uma perda tão grande não ser divulgada por aqui. Eles poderiam ser a estrela de uma noite do Rock In Rio, tranquilamente, com todo mundo cantando as músicas e rasgando o coração.

É daquelas bandas que mesmo não sendo mainstream tem uma base de fãs que vão sustentá-la pra sempre (alguém pensou em Los Hermanos de novo?), e as gravadoras sabem disso.

Segue meu top 10 para vossa consideração. Não tenho ciúmes não. Espero que você também fique fã. Por isso mesmo tô divulgando aqui, neste veículo de comunicação tão importante e influente de alcance nacional que é o meu blog. :p

(Vou ignorar o disco Parachute de 1995 – o primeiro álbum, que não ouço muito. As demais músicas seguem por ordem de aparição.)

1 – Airport Song (Goldfly, 1997)

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Música com uma história estranha, mas interessante. Todos os elementos “Guster”: Vocal alternado, percussões e riffs inconfundíveis.

2 – What You Wish For (Lost and Gone Forever, 1999)

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A música que me fez conhecer Guster. Abre o melhor álbum deles que só tem música boa – 100% de aproveitamento. Percussão maravilhosa: congas, pratos (tocados com a mão!) e vários sininhos irados.

3 – Barrel Of A Gun (Lost and Gone Forever, 1999)

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Super empolgante. A percussão traz um peso surpreendente. Refrão chicletão “four, three, two, one…”. Viaaagem…

4 – Fa Fa (Lost and Gone Forever, 1999)

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É a “Anna Julia” dos caras: a mais famosinha. Primeiro single do Lost and Gone. Mesma fórmula vencedora do álbum. Se for ouvir só uma, é essa aqui!! Já fiquei dias com o “Fa fa fa fa fa fa fa…” na cabeça. :) Não consigo ouvir sem batucar a percussão em algum lugar.

5 – All the Way Up to Heaven (Lost and Gone Forever, 1999)

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A letra, que aborda algum tipo de guru, ou messias, mostrando o caminho para o céu, combina com uma harmonia perfeita. O refrão é um assovio, que a partir da segunda que você ouvir, estará fazendo junto. Estes temas espiritualistas são recorrentes nas letras deles. Não é à toa. Os caras são formados em estudos da religião (algo assim).

6 – Careful (Keep It Together, 2003)

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Uma pérola. Acho que a minha favorita de todas. Letra de cortar o coração: Sabe quando você quer fazer alguém que você ama muito entender que está no caminho errado? Tá tudo aqui. Linda canção. A Naara não aguenta mais eu tocando isso no violão.

7 – I Hope Tomorrou Is Like Today (Keep It Together, 2003)

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Harmonia perfeita (de novo? SIM!). Esta música é simplesmente linda. Comunica uma alegria melancólica que você entende mesmo sem saber inglês ou ver a letra, desde o riff inicial. Esta música foi parte da trilha sonora do filme “Penetras bons de bico”.

8 – Lightning Rod (Ganging Up On the Sun, 2006)

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Como fazer uma música emotiva sobre um pára-raios? Veja só! Esta é bem diferente. Quase hipnótica. Eu ignorava no início, mas já a reconheço como a grande pérola deste álbum.

9 – Hang On (Ganging Up On the Sun, 2006)

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Veja como funciona bem o Guster só com as baquetas, mas ainda sendo o Guster! Todo o resto está aqui: o lirismo, a hamonia e o refrão chiclete.

10 – On The Ocean (Easy Wonderful, 2010)

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Esta música representa muito bem o álbum mais novo, que estou descobrindo agora. Confesso: é o único que realmente comprei. É pelo menos o segundo melhor, depois de Lost and Gone Forever. Esta canção é muito bela, apesar da letra pessimista e desamparada. O refrão tem uma vocalização muito bonita de background. Transmite muito bem a idéia de se afundar no oceano.

Bônus: Tem vídeos do novo álbum inteiro aqui: youtube.com/user/GusterVEVO – divirta-se!

Quem?
Marcelo Mathias Lima
São Paulo, 31 anos, cristão, nerd.
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